domingo, 15 de dezembro de 2013

A Lua

Sistema Terra-Lua 

Existe uma fonte de interação gravitacional entre a Terra e a lua ( planetas duplos ) responsável por :
- Marés dos oceanos;
- Rotação mais lenta da terra ( cada dia aumenta 0,0018s por século )



 Formação da Lua

A Terra- Relevo
- Mar Lunar;
-Continente lunar.



Mares Lunares :


  • Zonas planas, escuras, formadas por basalto, que reflete apenas 7% da luz solar;
  • São mais frequentes na zona visível;
  • A presentam poucas crateras de impacto;
  • Apresentam mascons.
Continentes Lunares :

  • Zonas acidentadas, claras, formadas por anortositos e noritos que refletem 18% da luz;
  • Ocupam a maior extensão da superficie;
  • Apresentam maior número de crateras de impacto.
Rególito Lunar


rególito é um fragmento de pedra, acizentado, que cobre a superfície da lua devido à erosão cósmica, dito comummente como atomização ou meteorização das rochas pela brusca variação de temperatura, choque com outro meteoritos ou outros processos físicos.

A superfície da lua está coberta por rególito, que se forma de restos de materiais compactos e fragmentos de rochas e de solo, todo ele coberto por uma camada sólida e rochosa.
De maneira convencional é estabelecido denominar somente aquelas partículas de diâmetro menor que 1 centímetro, as partículas maiores recebem a denominação de rochas lunares.
Pesquisas dizem que a profundidade média de um regolito na zona dos mares pode alcançar de 4 a 5 metros, no entanto, nas regiões montanhosas pode chegar a 10 metros de profundidade. É composto por basaltofeldspato e outros minerais procedente do espaço exterior.


Resumindo...

A Lua, um "Fóssil" da Terra:
  • é contemporânea  da Terra;
  • é um planeta geologicamente inativo;
  • permite obter dados sobre as caraterísticas da Terra primitiva, do qual não existem vestígios à sua superfície.  


Planetas Telúricos

Planeta Telúrico 

Planeta essencialmente constituído por materiais sólidos, apresentando-se estruturado em camadas com densidade elevada. Os planetas telúricos apresentam um núcleo formado por elementos metálicos e têm um diâmetro menor ou próximo do diâmetro da Terra. As atmosferas, quando existem, são pouco extensas relativamente as dimensões dos respetivos planetas. são pouco extensas relativamente às dimensões dos respetivos planetas. A temperatura superficial é elevada. Os movimentos de rotação são lentos e possuem poucos ou nenhum satélite. São planetas telúricos Mercúrio, Vénus, Terra e Marte. Os planetas telúricos podem ser classificados como geologicamente ativos e geologicamente inativos. A Terra é um planeta bastante ativo e Vénus apresenta alguma atividade vulcânica e sísmica. Mercúrio e Marte são considerados planetas geologicamente inativos.

Planeta Terra

O planeta Terra está localizado no sistema solar, sendo o terceiro mais próximo do Sol, dos oito planetas que o compõem. O “planeta azul” como também é conhecido, é coberto, em mais de 70%, por água dos oceanos.
Em nível espacial, tem uma característica bastante importante para que haja vida em seu interior: a existência de atmosfera. É composta por vários gases, sendo o nitrogénio, o oxigénio e o agonio os três principais gases da atmosfera. Ela serve para vários fins, entre eles, proteger a Terra de raios ultravioletas e promover oxigénio para a respiração dos seres vivos. A Terra realiza os movimentos de translação, que é o movimento em torno do Sol, durando 365 dias (um ano) e o movimento de rotação, movimento em torno de seu próprio eixo, que dura cerca de um dia ( 24 horas).
Sua forma não é perfeitamente arredondada, mas sim um pouco achatada e inclinada, cerca de 23 graus. Essa inclinação aliás, influencia, junto à translação, para determinar as estações do ano (inverno, verão, outono e primavera).



Planeta Mercúrio

Mercúrio é um planeta que faz parte do Sistema Solar. É o planeta mais próximo do Sol e está localizado entre o Sol e o planeta Vénus. Tem esse nome em homenagem ao deus da mitologia romana Mercúrio (mensageiro do deus Júpiter). A primeira observação deste planeta, através de telescópio, foi realizada em 1610 pelo astrónomo italiano Galileu Galilei.
A órbita de Mercúrio é muito excêntrica, tendo o periélio a 46 milhões de km e o afélio a 70 milhões de km; só a órbita de Plutão é mais excêntrica.
A sua superfície apesenta-se coberta por crateras de impacto.
É um planeta geologicamente inativo.



Planeta Marte 

Marte é o quarto planeta a partir do Sol e o segundo menor planeta do Sistema Solar. Batizado em homenagem ao deus romano da guerra, muitas vezes é descrito como o "Planeta Vermelho", porque o óxido de ferro predominante em sua superfície lhe dá uma aparência avermelhada. Marte é um planeta rochoso com uma atmosfera fina, com características de superfície que lembram tanto as crateras de impacto da Lua quanto vulcões, vales, desertos e calotas polares da Terra. O período de rotação e os ciclos sazonais de Marte são também semelhantes aos da Terra, assim como é a inclinação que produz as suas estações do ano. Marte é o lar do Monte Olimpo, a segunda montanha mais alta conhecida no Sistema Solar-
É um planeta geologicamente inativo.

marte planeta

Planeta Vénus

Vénus é o segundo planeta do Sistema Solar em ordem de distância a partir do Sol, orbitando-o a cada 224,7 dias. Recebeu seu nome em homenagem à deusa romana do amor e da beleza Vénus, equivalente a Afrodite. Depois da Lua, é o objeto mais brilhante do céu noturno. Vénus é considerado um planeta do tipo terrestre ou telúrico, chamado com frequência de planeta irmão da Terra, já que ambos são similares quanto ao tamanho, massa e composição. Vénus é coberto por uma camada opaca de nuvens de ácido sulfúrico altamente reflexivas, impedindo que a sua superfície seja vista do espaço na luz visível.
Apresenta um elevado efeito de estufa.
É um planeta geologicamente ativo.





Estruturas para identificar o estudo dos planetas

Estruturas endógenas ( falhas, dobras, cones vulcânicos )

Originam-se por processos e forças que atuam no interior do planeta.



Estruturas exógenas ( canais fluviais, dunas, marcas de ondulação )

Originam-se por processos e forças que se originam á superficie do planeta.



Estruturas exóticas ( crateras de impacto )

Originam-se por processos e forças que têm origem no exterior dos planetas.


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Pequenos corpos do sistema solar

Pequenos corpos do sistema solar :


  1. Meteoróides: 
- São corpos de grandes dimensões variaveis que, uma vez atraídos pelo campo gravitacional dos planetas, podem chocar com a sua superfície.
- Correspondem a restos de cometas, ou a asteróides desviados da sua órbita.



Os meteoróides dividem-se em meteoritos e meteoros:



Fragmento de um meteorito
na superfície esférica








Meteoritos:
- De maiores dimensões, atravessam a atmosfera e chocam com a superfície terrestre originado crateras de impacto.



Meteoros:
- de pequenas dimensões, vaporizam-se na atmosfera.

Um meteorito, quando atravessa a atmosfera, origina um efeito sonoro, luminoso e mecânico.

Crateras de impacto originadas pelos meteoritos :
- São depressões circulares, com bordos elevados, pela acumulação de material proveniente do meteorito e ejetado do solo.
- a dimensão, o aspeto e a profundidade da cratera estão relacionados com a dimensão do meteorito.

Cratera de impacto no Arizona, EUA
Ficheiro:Meteor.jpg

Esta cratera conhecida pela cratera de um metoro ou cratera de Barringer, pois está situada na propriedade privada da família Barringer. A cratera possui certa de 1300 metros de diâmetro, cerca de 170 metros de profundidade e a sua borda eleva cerca de 45 metros acima das planícies que o circundam.
Atualmente, a cratera de Barringer é uma popular atração turística. O meteorito que a originou a cratera tinha cerca de 50 metros de diâmetro. A cratera de meteoro é primeira cratera mais bem preservada da Terra.

Classificação dos meteoritos:
- Sideritos, férreos ou férricos;
- Siderólitos, petroférreos, litoférricos;
- Aerólitos, pétreos, líticos.

Os meteoritos aerólitos podem ser :
-Condritos;
-Acondritos.

Aerólitos condritos:
- Ordinários;
- Carbonáceos.


sábado, 7 de dezembro de 2013

Como se formou a Terra ?


A formação do planeta Terra é um tema fascinante que une áreas do conhecimento científico tais como a astronomia e a geofísica. 
O desenvolvimento do nosso planeta, até a forma que conhecemos hoje, ocorreu por colisões violentas, aquecimentos, resfriamentos e agregação de materiais.
 Esses processos duraram milhões de anos. 
A história da formação da Terra faz parte da história da origem do nosso Sistema Solar.
A maior parte do que sabemos sobre esse tema provém de simulações do modelo da nebulosa solar primitiva e de asteróides que são resquícios da formação do nosso sistema solar (Figura 1).
Quando um asteróide cai na superfície terrestre, é chamado de meteorito.
Os meteoritos são preciosas relíquias arqueológicas que preservam informações dos primeiros milhões de anos do sistema solar.
Eles são analisados detalhadamente para entender melhor os processos de formação do Sistema Solar e da Terra. 


Figura 1. Asteróide Gaspra observado pela sonda espacial 
Galileo em 1991. Foi a primeira vez que uma sonda passou 
tão próximo a um asteróide. Gaspra é um corpo irregular 
com dimensão aproximada de 19x12x11km. 


A história da Terra começou há cerca de 4.6 milhões de anos, juntamente com a origem do nosso sistema solar.
 Nessa época havia apenas uma nuvem de gás e poeira. 
A FORÇA DE ATRAÇÃO GRAVITACIONAL das partículas e gás desta nuvem causou um colapso gravitacional, reunindo a maior parte deste material no seu centro de massa.
 Este colapso, acompanhado de rotação, fez com que um disco se formasse em torno do eixo de rotação.
O centro desta nebulosa foi se tornando extremamente quente devido ao atrito, formando uma proto-estrela. No entanto parte desta nuvem de matéria permaneceu orbitando a proto-estrela, com o raio de aproximadamente 50UA (UNIDADES ASTRONÓMICAS).
Este é o princípio físico de formação da nossa estrela, o Sol.

                                          Disco de matéria (gás e poeira) girando em torno do Sol.

No início do sistema solar existiam apenas grãos microscópicos de poeira  que pela FORÇA DE ATRAÇÃO GRAVITACIONAL formavam corpos cada vez maiores e com mais massa , aumentando assim sua capacidade de atrair outros corpos.
Com esse processo de contínua agregação de matéria, formaram-se os chamados planetesimais .
Esses corpos possuíam quase um quilômetro de diâmetro e representam o primeiro estágio para a criação de um planeta. 

domingo, 3 de novembro de 2013

Teoria da Deriva Continental

Teoria da Deriva Continental

- Esta teoria foi apresentada em 1012 pelo Alfred Wegener, fundando a ideia do mobilismo terrestre.

- Wegener afirmava que os continentes nem sempre ocuparam as posições que ocupam atualmente. No passado estiveram unidos mas separam-se, movendo-se para as posições atuais.
- Segundo Alfred Wegener, os continentes estiveram unidos formando um supercontinente designado Pangeia e rodeado por um único oceano- a Pantalassa.


Argumento que apoiam a teoria da deriva dos continentes de Wegener:

Argumentos Morfológicos:
- Os continentes atuais apresentam contornos semelhantes, pelo que encaixariam uns nos outros formando uma única massa continental.

Argumentos Geológicos:
- existem em diferentes continentes rochas idênticas e com a mesma idade e quando se simula o encaise desses continentes, as massas rochosas prolongam-se entre elas.
 












Argumentos paleontológicos:
- Nos diferentes continentes existem fósseis dos mesmo seres vivos não nadadores que apresentam continuidade entre eles.

Argumentos paleoclimáticos:
- Existem em diferentes continentes depósitos glaciários idênticos que terão resultado de uma localização desses continentes próximos do pólo sul onde teriam feito parte da mesma massa continental.

  • A teoria de Wegener não foi aceite pela comunidade cientifica porque Wegener não soube explicar qual foi a força que gera o movimento dos continentes e os argumentos não foram suportados por dados físicos e cálculos matemáticos da época.